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Evento na Alemanha conhece realidade brasileira através da Pamen

A Pastoral do Menor Nacional participa de evento da Ação Episcopal Adveniat, em Bonn, Alemanha. O evento vai lançar a Campanha de Solidariedade em favor da Igreja na América Latina e do Caribe cujo objetivo é conscientizar e motivar os católicos na Alemanha a apoiarem o trabalho pastoral da Igreja na América Latina e Caribe.

Neste ano de 2018, o tema da campanha é “A Juventude assumindo responsabilidades”. Várias entidades da América Latina puderam expor suas realidades.

Regina Leão da Pastoral do Menor falou da realidade de exclusão e desigualdade no Brasil e seus efeitos sob a juventude. A jovem Suanny Martins, da Pamen-Rio falou de sua experiência na comunidade de Acarai, no Rio de Janeiro.

” Desde os 7 anos de idade sempre estive incluída em projetos da Pamen, ambiente completamente voltado ao ensino, aprendizagens, com algo diferente da realidade do tráfico de drogas, onde as crianças são expostas a uma cultura nada saudável. Graças aos projetos, não somente eu, mas diversas crianças e adolescentes elevaram suas expectativas de vida. Isso foi fundamental na minha formação como indivíduo e cidadã. Estou cursando uma faculdade e trabalho no Centro de Defesa da Criança, onde quero contribuir para um mundo melhor”, relatou Suanny.

Segundo Regina Leão, as atividades na Alemanha ainda se estenderão:  “Estaremos participando nos próximos quinze dias, de palestras, debates, dando entrevistas em universidades  de diversas cidades da Alemanha. A abertura oficial da campanha será no próximo dia 02 de dezembro de 2018”, informou Regina Leão.

Entre os eventos que Regina e Suanny participam está o Mesa Brasil, promovido pela ONG Missereor, que encerra hoje. As representantes da Pamen falaram de duas temáticas: a situação de jovens discriminados e a falta de políticas públicas para a juventude, acesso à educação pública e uma evolução pessoal.

 

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Adolescentes da Pastoral do Menor participam de Encontro no Rio

 “Vou caminhando uma luta com a qual encaramos diversos desafios, mas a fé, a esperança e o encontro de outras histórias me faz acreditar que esse é o caminho e que temos mais a ganhar do que perder. Estou feliz por ver uma geração de adolescentes que estão lutando pelos seus, meus, nossos direitos e da geração futura”. Maxwel Talles

Meninos e meninas representantes dos Regionais Noroeste, Oeste 1 e também do Estado do Rio de Janeiro participam do Encontro Sub-Regional Sul de Crianças e Adolescentes da Rede Latino Americana e Caribenha pela defesa dos direitos de crianças e adolescentes –Redlamy, que está sendo realizado de 15 a 18 no Colégio Marista na cidade do Rio de Janeiro.

O evento foi organizado no Brasil pelo Fórum Nacional dos Diretos da Criança e do Adolescente – DCA, Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e Associação Nacional de Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED) em parceria  com a União Européia, Plan do Brasil, Ministério de Direitos Humanos do Brasil e a Escola de Samba da Estácio.

Segundo Márcia Carvalho, da Comissão organizadora, o encontro  vai possibilitar um espaço de intercâmbio de experiências participativas de meninos e meninas do Brasil,  Argentina , Chile, Paraguai e Uruguai. Pretende visibilizar  espaços de incidência onde participam crianças e adolescentes  e consensuar os principais temas prioritários nesses países para gerar um plano de ação. “Aqui no Brasil temos os maiores casos de gravidez na adolescência, trabalho infantil, exploração sexual e assassinatos de crianças e adolescentes de todo continente” enfatizou Márcia Carvalho .

Entre os ninos e ninas que estão no evento, Maxwel Talles (Regional oeste 1) e João Victor Marques (Regional Noroeste) são adolescentes que representam a Pamen no CPA do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Edson Nogueira e Maycon Keven Alves são adolescentes da Pamen Rio.

 

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Fortalecimento na missão é o sentimento do Encontro Nacional PAMEN

Termina hoje, dia 08, o encontro  da coordenação e conselho nacional da Pastoral do Menor, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

O evento teve o objetivo de dar continuidade ao planejamento trienal,  a partir das diretrizes da IX Assembleia Nacional, bem como partilhar as ações e os desafios mais significativos dos regionais e  tecer  reflexões acerca da conjuntura no país e a incidência política da Pastoral do Menor nos espaços de representação nacional e nas bases.

O Bispo de Referência Nacional da Pastoral do Menor, D. Luiz Gonzaga  Fechio esteve presente durante todo o encontro que reuniu  a coordenadora nacional, Marilda Lima e os representantes dos regionais e sub regionais do conselho da pastoral :Região Norte: Marcia Miranda (AM), Arlindo Sabino (RO)  e Junior  Pereira (PA); Região Sudeste: Regina Leão (RJ), Pe. Ovídio Andrade (SP), Alessandra Castro (MG), Sônia Amâncio (ES), Região Nordeste: Tony Marques (RN), Sonia Pereira  (PB),  Amanda Silva (PB), Nipson Oliveira  (PE), Lidiane Nogueira (CE) , Região Sul: Célia Santana (PR), Pe. Walter (PR), Marines Filipini (SC) e Marisa Oberton (RS), Região Centro Oeste: Arlene Domingues (MS) e Djalma Nascimento (DF).

Na avaliação do bispo de referência,  D. Luiz, o encontro foi  muito produtivo: “ As pessoas estiveram com muita vontade diante das circunstâncias onde estamos enfrentando muitos desafios e precisamos nos unir como irmãos nesta causa. Este encontro nos congrega, nos irmana, faz com que nos atualizemos nas disposições quanto ao retorno do nosso lugar de origem, diante de tantas  coisas bonitas que a Graça de Deus nos permite realizar na vida das crianças e adolescentes. Foi um motor para ir em frente e nos colocar nos trilhos, nesse trem que não pode parar. A locomotiva que é a presença do Espírito Santo e daqueles que vieram antes de nós:  D. Luciano Almeida, Ir. Maria do Rosário, Ruth Pistori. Portanto só  fortaleceu a  todos nós  para nossa missão”.

Para a coordenadora nacional, Marilda Lima, o encontro  foi momento de fortalecimento da identidade e mística: “Podemos  beber da fonte da nossa caminhada , refletindo o nosso papel hoje , afirmado nossos princípios e  definindo  estratégias e ferramentas para responder às prioridades da última Assembleia com  foco na incidência política, qualificando a participação de famílias e adolescentes”.

Marilda ressaltou ainda  a participação do grupo e em especial de D. Luiz : “Foi muito bom pela dedicação ao processo reflexivo, visando aprimorar a nossa prática, com o Plano de Monitoramento e Avaliação, a fim de evidenciar as mudanças e conquistas. A presença do nosso Pastor  Dom Luiz  é muito especial porque caminha com compromisso e alegria com os agentes,  nossa profunda  gratidão  a ele”  .

 

 

 

 

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Manaus ganha Centro de Referência Pastoral para atender crianças e adolescentes

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A Arquidiocese de Manaus-AM reativou a sede da Pastoral do Menor com uma proposta agregadora: transformar a Casa Betânia em um Centro de Referência para o atendimento de crianças e adolescentes do interior e da capital, integrando as ações das demais pastorais sociais.

Segundo a coordenadora da Pamen na Região Norte, Márcia Maria Miranda: “Desta forma, em comunhão, haverá a junção de vários grupos, organismos e pastorais que desenvolvem atividades comuns para atingir o mesmo objetivo que é atender às mais variadas necessidades da criança e do adolescente, buscando sempre a garantia de seus direitos”, explicou Márcia Miranda.

A Casa Betânia terá a coordenação da assistente social Ana Maria Soares, atual vice-coordenadora da Pamen na Região Norte.

Veja a reportagem completa:

 

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Surge uma nova Pastoral no Mato Grosso do Sul

A Pastoral do Menor está expandindo seus horizontes: o Regional Centro Oeste 1 está em processo de implantação da Pamen na Diocese de Três Lagoas-MS. Nos dias 18 e 19 de agosto, ocorreu a primeira formação de agentes da Pastoral do Menor da Diocese de Três Lagoas, na sede da diocese, com a presença de 18 participantes, na sua maioria jovens, membros de movimentos das paróquias locais.

A equipe de formação envolveu a coordenadora do Regional Oeste 1, Arlene Domingues, a coordenadora da Pamen na arquidiocese de Campo Grande, Jeniffer Fonseca, a conselheira tutelar e membro da Pamen na Arquidiocese, Marta Vanuza, bem como dos seminaristas Ronaldo de Oliveira e Willian Roberto da Arquidiocese de Campo Grande e André Tales, da Diocese de Três Lagoas, todos agentes atuantes da Pastoral do Menor em Campo Grande.

Os trabalhos foram iniciados na manhã de sábado (18) com a visita da equipe da Pastoral do Menor à Unei Tia Aurora. Lá os agentes observaram a realidade local da unidade de internação, identificando as necessidades locais.

A formação contou com momentos de espiritualidade e de exposição do conteúdo Todo o trabalho culminou com um momento de espiritualidade realizado por Dom Luiz Knupp, bispo diocesano de Três Lagoas, que salientou que nenhuma criança nasce má, a sociedade a torna má e, citando São Francisco de Assis, se dirigindo especificamente ao trabalho dos agentes da Pastoral, enfatizou que muitas vezes eles não terão nem a Bíblia para evangelizar, mas que a Palavra de Deus deve estar plantada em seus corações para que as suas vidas sejam o Evangelho capaz de converter a vida do outro.

O fim da formação se deu no domingo (19) com a Santa Missa celebrada por Dom Luiz. A partir de agora está sendo feita a articulação para a implantação da Pastoral do Menor em Três Lagoas. Quem está a frente da articulação é o seminarista Mauro Henrique, da mesma diocese.

 

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Pernambuco relembra história do ECA e homenageia Lourdes Viana da Pastoral do Menor

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Hoje e amanhã, dia 10, acontece na cidade de Moreno, Pernambuco, o I Encontro de Idealizadores do Estatuto da Criança e do Adolescente- “E tudo começou aqui”. O evento é uma realização da Coordenadoria da Infência e Juventude  do Tribunal de Justiça de Pernambuco (CIJ/TJEPE) , o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-PE) e o Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente (DCA-PE) em parceria a diversos órgãos da região.

A proposta do evento é refletir sobre os 30 anos de história da organização e da participação política de Pernambuco na construção do Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei 8.069, de 13 de julho de 1990. Segundo o coordenador da CIJ/TJPE e presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), desembargador Luiz Carlos de Barros Figueiredo, a ideia é reunir aquelas pessoas que participaram dos debates de 1988 sobre o ECA no Estado.

Nesta sexta, dia 10, durante o encontro, os idealizadores do ECA serão homenageados com a entrega do Troféu “Romero Andrade, Procurador de Justiça”. Lourdes Viana, atual presidente do Conselho Estadual de Assistência Social e vice-coordenadora nacional da Pastoral do Menor está entre os homenageados.

Lourdes também fará parte do painel Caminhando pelo ECA em desenvolvimento, a linha do tempo e a história contada pelos primeiros militantes, juntamente com Nivaldo Pereira, do Fórum Estadual DCA, Helena Jansen do Movimento Nacional Meninos e Meninas de Rua e Valeria Nepomuceno,  Grupo de Estudos, Pesquisas e Extensões no campo da Política da Criança e do Adolescente (Gecria)

 

 

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Pastoral do Menor Nacional participa do Fórum Nacional das Pastorais Sociais

O desafio das Pastorais Sociais no momento sociopolítico nacional foi tema do Fórum Nacional das Pastorais Sociais, organismo e setor de Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O encontro ocorrido no Centro Cultural de Brasília (CCB) iniciou em 31 de julho e foi até 03 de agosto, onde reuniu as Pastorais Sociais, bispos referenciais e demais religiosos como Dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB (CEPAST)e Frei Olávio José Dotto – Assessor das pastorais sociais da Comissão Episcopal para Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB. A PAMEN esteve representada pelo seu bispo referencial e integrante da CEPAST, Dom Luiz Fechio.

O Fórum teve uma pauta extensa: refletir sobre o momento sociopolítico e eclesial; partilhar e avaliar a caminhada das articulações regionais e coordenações das pastorais sociais e rever, à luz do documento Considerações Éticas sobre Economia e Finanças, os desafios pastorais atuais.

Cada Pastoral Social teve a oportunidade de explanar sobre a sua caminhada, elencando os desafios com enfoque para as articulações nos 18 regionais da CNBB. A Pastoral do Menor, representada  pela coordenadora nacional, Marilda Lima, apresentou as ações e os desafios da PAMEN. Marilda Lima ressaltou o fortalecimento dos agentes de pastoral para o enfrentamento da violação de direitos:  “Aprendemos com D. Luciano Almeida, que devemos olhar o pequeno que precisa do adulto para que possa dar conta de sua vida até que esteja em condições de ser adulto. É preciso um fortalecimento das ações dos agentes pastorais tanto no cuidado como para não deixar a violação de direitos tomar força no território brasileiro”.

O encontro discutiu ainda: os temas da Jornada Mundial dos Pobres, a Auditoria da Dívida Pública, o Grito dos Excluídos e a 6ª Semana Social Brasileira, o Sínodo para a Amazônia, o Plano Trienal das Pastorais Sociais com foco nos Seminários de Formação sobre Incidência Política e como potencializar a CF 2019 cujo tema será: “Políticas Públicas”.

Os representantes das Pastorais Sociais participaram também de uma oficina sobre a sustentabilidade das Pastorais Sociais e o planejamento do Calendário 2019 das Pastorais Sociais e da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB

Veja abaixo a reportagem da TV Vida onde a coordenadora nacional da PAMEN concedeu entrevista

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PAMEN participa de Encontro internacional do BICE que discute resiliência

Crianças em todos os continentes estão em perigo e as crescentes manifestações de violações de direitos tem sido uma preocupação constante de organizações humanitárias no mundo, como a BICE (Escritório Católico Internacional para Crianças). O BICE realizou até hoje, 19, encontro  em Paris-França com organizações membros e as reflexões mais importantes giram em torno do quê fazer para enfrentar cenários de retrocessos como os que ocorrem na América, inclusive no Brasil e a falta de empatia para com a infância e adolescência em outros países que não respeitam e aplicam as legislações e convenções internacionais.

A Pastoral do Menor Nacional é membro do BICE  e sob a representação de Lourdes Viana, participou do encontro que iniciou nesta segunda dia 18.

Segundo Lourdes, o objetivo do encontro foi discutir estratégias e metodologias que venham a enfrentar problemas como a violência sexual, os maus-tratos, o trabalho infantil e a grande vulnerabilidade das crianças migrantes.

“Ontem tivemos um seminário sobre resiliência, discutindo a partir de uma experiência prática como ajudar com esta metodologia a fazer o resgate dos aspectos sociológicos e psicológicos de crianças e adolescentes que vivenciaram ou vivenciam situações de violações de direitos”.

Lourdes acrescentou que o BICE tem investido na criação das Mesas BICE, que são redes de organizações que se unem para compartilhar saberes, experiências em uma forma de ação conjunta e articulada de incidência política: “Na América Latina temos a Mesa BICE no Brasil, no Chile e agora está sendo implementada na Guatemala”.

Sobre o BICE

Criado em 1948, o Escritório Católico Internacional para Crianças (BICE)  é uma ONG para a proteção de crianças, que constitui-se numa rede internacional composta por 80 organizações de todo o mundo comprometidas com a defesa da dignidade e dos direitos da criança. A PAMEN Nacional é uma entidade membro, representante no Brasil.

Todas as  ações e missões do BICE são apoiadas pela Convenção sobre os Direitos da Criança (CRC). O BICE atua a partir de cinco linas de ação: Programas e projetos;  Incidência política, onde é possivel defender com maior eficácia os direitos das crianças perante instituições nacionais e internacionais, especialmente perante as Nações Unidas,  graças ao seu status consultivo, participa ativamente, por exemplo, do Conselho de Direitos Humanos e do Comitê dos Direitos da Criança. A cada dois anos, o BICE organiza um congresso internacional sobre uma questão central sobre os direitos da criança. Outra linha é a  Pesquisa e treinament e ainda proteção da criança em instituições para incentivar às associações e organizações integrantes de sua rede a adoção de uma Política Interna de Proteção da Criança e acompanha-as para sua implementação.

 

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Santarém-PA tem programação especial para celebrar 30 de Pastoral do Menor

O Trabalho realizado pela Pastoral do Menor, na diocese de Santarém, município a oeste do Estado do Pará, completa três décadas e será celebrado neste mês de junho com uma grande programação.

 

A Pamen Santarém iniciou atividades em 1982, quando o então bispo da Diocese de Santarém, Dom Tiago Ryan, da Ordem dos Frades Menores (OFM), pediu à Coordenação Diocesana de Pastoral para fazer um contato com as crianças e adolescentes que trabalhavam nas ruas da cidade para ver de perto a situação em que viviam. Foi a partir desta iniciativa que Irmão Ronaldo David Hein, da Congregação de Santa Cruz, junto com alguns membros da Associação dos Educadores Católicos (AEC), iniciou um trabalho junto a 12 crianças e adolescentes engraxates.no início da década de 80.

 

Atualmente a Pastoral do Menor atende 1.900 pessoas entre crianças e adolescentes. Além da sede, a entidade possui 14 núcleos em diversos locais da Diocese de Santarém, onde são desenvolvidas atividades de esporte e lazer, curso de marcenaria, serigrafia, crochê e bordado, dança, violão e teclado, informática, biscuit, teatro, reforço escolar, corte e costura, e culinária (nos cursos corte e costura, e culinária além de algumas adolescentes, também participam mães de menores atendidos pela Pastoral).

 

Irmão Ronaldo Hein ficou à frente da Pastoral até o dia 2 de janeiro de 2018, partindo para uma nova missão como coordenador da Casa de Formação em Belo Horizonte, MG. Veio agora no último dia 05, especialmente para participar das celebrações de aniversário da Pamen.

 

 

Segundo o coordenador da entidade, padre Eugênio Venzon, da Congregação do Sagrado Coração de Jesus (SCJ), esse “é um momento especial e único, pois nestes 30 anos muitas crianças, adolescentes e famílias foram restauradas devolvendo a todos a dignidade de filhas e filhos de Deus”.

 

 

O bispo da Diocese de Santarém, Dom Flávio Giovenale, ressalta a importância da Pastoral do Menor para a missão social da Igreja em Santarém. Segundo ele, a Pastoral do Menor cuida de um dos grupos mais frágeis da sociedade, crianças e adolescentes que podem se tornar vulneráveis por situações educacionais, familiares, sociais, econômicas. “Por isso é o amor que, como Igreja e como sociedade, demonstramos para quem é menos favorecido. São 30 anos de um trabalho bonito, sério e competente ajudando crianças e adolescentes a terem nova chance na vida. Para nós, é uma alegria celebrar essa história e um compromisso em continuar para que todas as crianças e adolescentes possam ter vida e vida plena”, destacou Dom Flávio.

 

 Texto adaptado de Aritana Aguiar- Diocese de Santarém

www.diocesedesantarem.org.br

 

Leia mais :

Uma matéria especial produzida por uma “cria” da Pamen Santarém, Antônio Junio Pereira, que entrou como adolescente em 1998, e hoje é o coordenador do Regional Norte 2.

30 anos Pamen Santarém

 

 

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PAMEN se solidariza às famílias dos adolescentes mortos em Goiânia

A Pastoral do Menor Nacional divulga nota de solidariedade às famílias dos nove adolescentes mortos no incêndio ocorrido no Centro de Internação Provisória, em Goiânia (GO), no último dia 25.

Ontem, dia 28, o coordenador da Pastoral do Menor de Brasília-DF,  Djalma Nascimento, participou de reunião articulada pelo Conselho Estadual da Criança e do Adolescente e Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de Goiás para discutir estratégias conjuntas de enfrentamento diante da situação do sistema socioeducativo no Estado, após o incêndio no Centro de Internação Provisório (CIP).

Como resultado do encontro foi definida a criação de um Grupo Multidisciplinar, com o objetivo de atuar junto às instancias do Executivo, Legislativo e Judiciário para que haja  a adequação do sistema socioeducativo em todo o Estado.

Além da Pastoral do Menor, estiveram presentes no encontro representantes do Poder Judiciário, Secretaria Cidadã (Gecria), Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Defensoria Pública, Comissão dos Diretos da Criança e do Adolescente da OAB-GO, Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Movimento Negro, Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar, Comissão de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal, Conselho Regional de Psicologia e Secretaria Municipal de Educação.

Um momento marcante foi o depoimento da mãe de uma das vítimas, que se disse ainda chocada e querendo entender o porquê desta tragédia. Ela pediu apoio ao grupo para que fato como este que resultou na morte de seu filho não ocorra mais.

A Pastoral do Menor, juntamente às demais organizações parceiras, irá acompanhar os desdobramentos que exigem respostas efetivas do Governo do Estado de Goiás e também luta para que o Presidente da República vete os artigos da Lei do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) que pretende transferir o Sistema Nacional Socioeducativo (SINASE) da pasta dos Direitos Humanos e Cidadania para a responsabilidade da Segurança Pública.

Para a coordenadora Nacional da Pamen, Marilda Lima, a situação da maioria dos centros de internação de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Brasil é extremamente precária e há anos vem sendo denunciada pelos órgãos de direitos humanos. As mortes em Goiânia, infelizmente entram para a estatística como mais  um caso de tragédia anunciada.

Situação Sistema Socioeducativo em GO

Desde  2012, o Ministério Público Estadual através do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) nº 1/2012  assinado pelo  governo de Goiás determinou que fossem construídas novas unidades do sistema socioeducativo e houvesse o fechamento do CIP (onde ocorreu o incêndio), já que ele funciona em um batalhão da Polícia Militar (PM), local considerado inadequado para alojar crianças e adolescentes infratores.

Ao longo destes seis anos, além do relatório do MP de Goiás  houve vistorias do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente,  entre outras denúncias de movimentos da infância e adolescência que já alertavam para as irregularidades nas unidades, desde a superlotação até insalubridade devido as estruturas hidráulicas, elétricas, sanitárias comprometidas ou ausentes. Segundo o relatório do MP de dezembro de 2017,  por causa da superlotação não era possível separar adolescentes por idade, natureza da infração ou compleição física.  Fato que favorece a ocorrências de brigas, rebeliões, alto estresse entre os adolescentes.

A superlotação no Centro onde ocorreu o incêndio (CIP) foi  negada em nota oficial pelo Governo do Estado, ainda que órgãos de fiscalização afirmem que a capacidade do CIP era de 52 e no dia da tragédia estavam 84 adolescentes no local, sendo que a cela onde morreram os adolescentes tinha capacidade para quatro e naquele dia estavam dez, resultando em nove mortes e um adolescente gravemente ferido.

Leia a Nota:

nota mortes goiania