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PAMEN participa de Encontro internacional do BICE que discute resiliência

Crianças em todos os continentes estão em perigo e as crescentes manifestações de violações de direitos tem sido uma preocupação constante de organizações humanitárias no mundo, como a BICE (Escritório Católico Internacional para Crianças). O BICE realizou até hoje, 19, encontro  em Paris-França com organizações membros e as reflexões mais importantes giram em torno do quê fazer para enfrentar cenários de retrocessos como os que ocorrem na América, inclusive no Brasil e a falta de empatia para com a infância e adolescência em outros países que não respeitam e aplicam as legislações e convenções internacionais.

A Pastoral do Menor Nacional é membro do BICE  e sob a representação de Lourdes Viana, participou do encontro que iniciou nesta segunda dia 18.

Segundo Lourdes, o objetivo do encontro foi discutir estratégias e metodologias que venham a enfrentar problemas como a violência sexual, os maus-tratos, o trabalho infantil e a grande vulnerabilidade das crianças migrantes.

“Ontem tivemos um seminário sobre resiliência, discutindo a partir de uma experiência prática como ajudar com esta metodologia a fazer o resgate dos aspectos sociológicos e psicológicos de crianças e adolescentes que vivenciaram ou vivenciam situações de violações de direitos”.

Lourdes acrescentou que o BICE tem investido na criação das Mesas BICE, que são redes de organizações que se unem para compartilhar saberes, experiências em uma forma de ação conjunta e articulada de incidência política: “Na América Latina temos a Mesa BICE no Brasil, no Chile e agora está sendo implementada na Guatemala”.

Sobre o BICE

Criado em 1948, o Escritório Católico Internacional para Crianças (BICE)  é uma ONG para a proteção de crianças, que constitui-se numa rede internacional composta por 80 organizações de todo o mundo comprometidas com a defesa da dignidade e dos direitos da criança. A PAMEN Nacional é uma entidade membro, representante no Brasil.

Todas as  ações e missões do BICE são apoiadas pela Convenção sobre os Direitos da Criança (CRC). O BICE atua a partir de cinco linas de ação: Programas e projetos;  Incidência política, onde é possivel defender com maior eficácia os direitos das crianças perante instituições nacionais e internacionais, especialmente perante as Nações Unidas,  graças ao seu status consultivo, participa ativamente, por exemplo, do Conselho de Direitos Humanos e do Comitê dos Direitos da Criança. A cada dois anos, o BICE organiza um congresso internacional sobre uma questão central sobre os direitos da criança. Outra linha é a  Pesquisa e treinament e ainda proteção da criança em instituições para incentivar às associações e organizações integrantes de sua rede a adoção de uma Política Interna de Proteção da Criança e acompanha-as para sua implementação.

 

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Santarém-PA tem programação especial para celebrar 30 de Pastoral do Menor

O Trabalho realizado pela Pastoral do Menor, na diocese de Santarém, município a oeste do Estado do Pará, completa três décadas e será celebrado neste mês de junho com uma grande programação.

 

A Pamen Santarém iniciou atividades em 1982, quando o então bispo da Diocese de Santarém, Dom Tiago Ryan, da Ordem dos Frades Menores (OFM), pediu à Coordenação Diocesana de Pastoral para fazer um contato com as crianças e adolescentes que trabalhavam nas ruas da cidade para ver de perto a situação em que viviam. Foi a partir desta iniciativa que Irmão Ronaldo David Hein, da Congregação de Santa Cruz, junto com alguns membros da Associação dos Educadores Católicos (AEC), iniciou um trabalho junto a 12 crianças e adolescentes engraxates.no início da década de 80.

 

Atualmente a Pastoral do Menor atende 1.900 pessoas entre crianças e adolescentes. Além da sede, a entidade possui 14 núcleos em diversos locais da Diocese de Santarém, onde são desenvolvidas atividades de esporte e lazer, curso de marcenaria, serigrafia, crochê e bordado, dança, violão e teclado, informática, biscuit, teatro, reforço escolar, corte e costura, e culinária (nos cursos corte e costura, e culinária além de algumas adolescentes, também participam mães de menores atendidos pela Pastoral).

 

Irmão Ronaldo Hein ficou à frente da Pastoral até o dia 2 de janeiro de 2018, partindo para uma nova missão como coordenador da Casa de Formação em Belo Horizonte, MG. Veio agora no último dia 05, especialmente para participar das celebrações de aniversário da Pamen.

 

 

Segundo o coordenador da entidade, padre Eugênio Venzon, da Congregação do Sagrado Coração de Jesus (SCJ), esse “é um momento especial e único, pois nestes 30 anos muitas crianças, adolescentes e famílias foram restauradas devolvendo a todos a dignidade de filhas e filhos de Deus”.

 

 

O bispo da Diocese de Santarém, Dom Flávio Giovenale, ressalta a importância da Pastoral do Menor para a missão social da Igreja em Santarém. Segundo ele, a Pastoral do Menor cuida de um dos grupos mais frágeis da sociedade, crianças e adolescentes que podem se tornar vulneráveis por situações educacionais, familiares, sociais, econômicas. “Por isso é o amor que, como Igreja e como sociedade, demonstramos para quem é menos favorecido. São 30 anos de um trabalho bonito, sério e competente ajudando crianças e adolescentes a terem nova chance na vida. Para nós, é uma alegria celebrar essa história e um compromisso em continuar para que todas as crianças e adolescentes possam ter vida e vida plena”, destacou Dom Flávio.

 

 Texto adaptado de Aritana Aguiar- Diocese de Santarém

www.diocesedesantarem.org.br

 

Leia mais :

Uma matéria especial produzida por uma “cria” da Pamen Santarém, Antônio Junio Pereira, que entrou como adolescente em 1998, e hoje é o coordenador do Regional Norte 2.

30 anos Pamen Santarém

 

 

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PAMEN se solidariza às famílias dos adolescentes mortos em Goiânia

A Pastoral do Menor Nacional divulga nota de solidariedade às famílias dos nove adolescentes mortos no incêndio ocorrido no Centro de Internação Provisória, em Goiânia (GO), no último dia 25.

Ontem, dia 28, o coordenador da Pastoral do Menor de Brasília-DF,  Djalma Nascimento, participou de reunião articulada pelo Conselho Estadual da Criança e do Adolescente e Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de Goiás para discutir estratégias conjuntas de enfrentamento diante da situação do sistema socioeducativo no Estado, após o incêndio no Centro de Internação Provisório (CIP).

Como resultado do encontro foi definida a criação de um Grupo Multidisciplinar, com o objetivo de atuar junto às instancias do Executivo, Legislativo e Judiciário para que haja  a adequação do sistema socioeducativo em todo o Estado.

Além da Pastoral do Menor, estiveram presentes no encontro representantes do Poder Judiciário, Secretaria Cidadã (Gecria), Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Defensoria Pública, Comissão dos Diretos da Criança e do Adolescente da OAB-GO, Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Movimento Negro, Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar, Comissão de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal, Conselho Regional de Psicologia e Secretaria Municipal de Educação.

Um momento marcante foi o depoimento da mãe de uma das vítimas, que se disse ainda chocada e querendo entender o porquê desta tragédia. Ela pediu apoio ao grupo para que fato como este que resultou na morte de seu filho não ocorra mais.

A Pastoral do Menor, juntamente às demais organizações parceiras, irá acompanhar os desdobramentos que exigem respostas efetivas do Governo do Estado de Goiás e também luta para que o Presidente da República vete os artigos da Lei do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) que pretende transferir o Sistema Nacional Socioeducativo (SINASE) da pasta dos Direitos Humanos e Cidadania para a responsabilidade da Segurança Pública.

Para a coordenadora Nacional da Pamen, Marilda Lima, a situação da maioria dos centros de internação de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Brasil é extremamente precária e há anos vem sendo denunciada pelos órgãos de direitos humanos. As mortes em Goiânia, infelizmente entram para a estatística como mais  um caso de tragédia anunciada.

Situação Sistema Socioeducativo em GO

Desde  2012, o Ministério Público Estadual através do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) nº 1/2012  assinado pelo  governo de Goiás determinou que fossem construídas novas unidades do sistema socioeducativo e houvesse o fechamento do CIP (onde ocorreu o incêndio), já que ele funciona em um batalhão da Polícia Militar (PM), local considerado inadequado para alojar crianças e adolescentes infratores.

Ao longo destes seis anos, além do relatório do MP de Goiás  houve vistorias do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente,  entre outras denúncias de movimentos da infância e adolescência que já alertavam para as irregularidades nas unidades, desde a superlotação até insalubridade devido as estruturas hidráulicas, elétricas, sanitárias comprometidas ou ausentes. Segundo o relatório do MP de dezembro de 2017,  por causa da superlotação não era possível separar adolescentes por idade, natureza da infração ou compleição física.  Fato que favorece a ocorrências de brigas, rebeliões, alto estresse entre os adolescentes.

A superlotação no Centro onde ocorreu o incêndio (CIP) foi  negada em nota oficial pelo Governo do Estado, ainda que órgãos de fiscalização afirmem que a capacidade do CIP era de 52 e no dia da tragédia estavam 84 adolescentes no local, sendo que a cela onde morreram os adolescentes tinha capacidade para quatro e naquele dia estavam dez, resultando em nove mortes e um adolescente gravemente ferido.

Leia a Nota:

nota mortes goiania

 

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Mariza Alberton, militante da Pastoral do Menor recebe o Prêmio Neide Castanha

marizaA Família Pastoral do Menor no Brasil-CNBB sente-se muito honrada e agradecida à querida Mariza Alberton por toda a sua dedicação à causa da criança e do adolescente e, em especial, pela sua trajetória na Pamen. Hoje, 14 de Maio, às 17:30h, no Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados em Brasília-DF, Mariza Albeton será homenageada recebendo o Prêmio Neide Castanha na categoria “Cidadania”.

Mariza Alberton é professora e especialista na Área da Violência contra Crianças e Adolescentes. Tem mais de 20 anos de compromisso junto a Pamen. É atual vice-coordenadora da Pastoral do Menor, Regional Sul 3. Representa a Pamen no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDICA), onde já ocupou o cargo de Presidente na gestão 2002/2003.

Mariza coordenou o Movimento Estadual Contra Violência e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Rio Grande do Sul.  Tem participado, assiduamente, das Jornadas Estaduais contra a Violência e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes bem como ministrando formação de conselheiros e demais atores da Rede de Proteção e Atendimento à Criança e ao Adolescente.

Foi conselheira Tutelar em Porto Alegre nas duas primeiras gestões (de 1992 a 1998). Assessorou os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional que tratou de Situações de Violência e Redes de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Brasil (2003-2004). É Co-autora em várias publicações e autora do livro “Violação da Infância – Crimes Abomináveis: humilham, machucam, torturam e matam!”. Em 2005,  a carioca Mariza Alberton recebeu o título de Cidadã Honorífica de Porto Alegre, em reconhecimento aos relevantes trabalhos na área da infância.

Mariza Alberton, além destas, tem outras várias experiências de incidência política seja de âmbito regional como também nacional.

 Sobre o Prêmio Neide Castanha

O Prêmio que já está em sua 8ª edição é uma homenagem a Neide Castanha, reconhecida defensora dos direitos humanos que dedicou parte de sua vida a lutar contra a violência a que são submetidas crianças e adolescentes no Brasil. A atuação dessa mulher notável fez dela uma singular referência, no Brasil e no mundo, no que diz respeito ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. Participou ativamente do processo de construção do Estatuto da Criança e do Adolescente e da criação do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Sua atuação foi fundamental no processo de discussão e investigação como membro técnico da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investigou redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. Foi fundadora e coordenadora do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria) e Secretária Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

Conheça os agraciados da 8ª Edição do Prêmio Neide Castanha

– Boas Práticas: Programa de Pesquisa, Assistência e Vigilância a Violência Rede de Programas de Atenção Integral à violência (PAV ALECRIM);
– Cidadania: Mariza Alberton;
– Comunicação Digital: Coletivo Filhas de Frida;
– Produção de Conhecimento: Livro Infantil “Não me toca, seu boboca!”;
– Protagonismo de Crianças e Adolescentes: Grou Turismo;
– Responsabilidade Social: Fibria Celulose S.A.

Homenagens especiais

Além dos agraciados nas categorias a Comissão Julgadora reconhecerá publicamente em 2018 a Senadora Lídice da Mata e o dramaturgo Walcyr Carrasco.

 

Escola de Cidadania

Regional Sul 1 realiza formação para articuladores da Escola de Cidadania

O protagonismo se fez presente durante o Encontro dos articuladores das Escolas de Cidadania do Regional Sul 1 que contou com a participação de 60 pessoas de oito Dioceses. O Tema  foi “ Semear o protagonismo para ver florescer a sociedade do bem viver” e o lema: “ Em Cristo somos todos irmãos”

Durante a programação houve a partilha dos trabalhos das dioceses, oficinas de dinâmicas de grupo, nucleação de grupos, espiritualidade, comunicação e políticas públicas.

No desenvolvimento da espiritualidade, os adolescentes fizeram memória do caso da vereadora militante de direitos humanos, assassinada no Rio de Janeiro, Marielle Franco, dentro do cenário de violência no Brasil.

Encontro ocorreu no dia 21 de março na cidade de São Paulo, Região Episcopal de Santana.

Segundo um dos coordenadores do encontro, Leandro Alves Lopes, a atividade veio  fortalecer e motivar o grupo dos articuladores para o desenvolvimento da proposta das escolas de cidadania em São Paulo.

Publicações

Pastoral do Menor em luto pela sua Fundadora Irmã Maria do Rosário

A Família Pamen sente profundamente a perda de irmã Maria do Rosário, uma das fundadoras da Pastoral do Menor

Faleceu na madrugada de hoje, 22 de março, vítima de infarto do miocárdio, em São Paulo, a religiosa Maria do Rosário Leite Cintra, conhecida como irmã Maria do Rosário, uma das fundadoras da Pastoral do Menor, junto com Dom Luciano Mendes de Almeida e Ruth Pistore.

A religiosa tinha 82 anos e pertencia a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora. Teve sua vida compromissada com a causa da criança e do adolescente, além de idealizadora da Pastoral do Menor, Irmã Maria do Rosário foi uma das relatoras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e durante a Assembleia Nacional Constituinte, nos anos 1980, participou ativamente da articulação com os congressistas sobre a necessidade  de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes na Constituição Federal. Fundou o Instituto para o Desenvolvimento Integral da Criança e do Adolescente,

o sepultamento acontecrá no Cemitério do Santíssimo Sacramento, na Av. Dr. Arnaldo, 1200 – Pacaembu, Sumaré,  às 08h, na manhã do dia 23.

Homenagem da Coordenação Nacional da Pamen 

A Coordenadora Nacional da Pamen, Marilda dos Santos Lima, muito emocionada lamentou profundamente a partida da Irmã Maria do Rosário, e prestou um depoimento em gratidão a toda entrega de vida e energia à causa dos pequenos, enfatizando a grande dedicação da irmã à Pastoral do Menor:

A irmã Maria do Rosário foi presença significativa em minha e tantas outras vidas e, desde a minha adolescência, eu tinha apenas treze anos quando a conheci, sempre salientando a  importância dos agentes da Pastoral do Menor. Eu sempre ficava orgulhosa quando ela falava da minha mãe, Miralda, como exemplo de educadora, quando minha mãe foi indicada para a primeira turma dos Conselheiros Tutelares, sonho que foi sonhado e incentivado por muitos e, escrito e implementado no ECA, instrumento construído com muita dedicação de tantas pessoas e da Irmã Maria do Rosário, que se tornou um ícone, nesta luta de construir uma lei de proteção integral para as crianças e adolescentes.

Hoje, sendo já adulta, mãe, avó, veio em minha mente a lembrança de ter sido uma adolescente privilegiada de ter passado pela ação da Pastoral do Menor, tendo conhecido pessoas como a Irmã Maria do Rosário e Dom Luciano, que definiram e contribuíram na vida de centenas e centenas de crianças e adolescentes em  todo o Brasil, e também influenciaram a America Latina.

Para nós da Pastoral do Menor, hoje é um dia de dor e muita tristeza, sobretudo, dia de fazer memória e lembrar de uma mulher Religiosa Salesiana, sempre devota de Nossa Senhora, que dedicou toda sua vida e energia à causa dos pequenos, aqueles que a sociedade até hoje ainda não enxerga.

Irmã Maria do Rosário,

Nós queremos neste dia, dizer da sua importância em nossa vida, do nosso afeto. Sempre ficava emocionada quando a senhora lembrava dos primeiros momentos da Pastoral do Menor,  indo no centro educacional comunitário Itápolis e ficando orgulhosa de ver uma adolescente, que era eu, fazendo um trabalho de consciência política com outros adolescentes, no mural trazendo as notícias daquela época por meio das revistas, recortes de jornal, para falarmos sobre a realidade, lembrando sempre desta cena em que a senhora tinha orgulho:  onde  uma adolescente, que residia em um local de tantas faltas, pudesse possibilitar vidas  para outras vidas, porque era fruto de todas estas ações da Pastoral do Menor.

O que dizer deste dia de tristeza e saudades?

A senhora será mais um intercessora, nesta árdua luta dos Direitos Humanos, principalmente dos Direitos ainda de centenas e centenas de crianças que sofrem.

Para nós, agentes da PASTORAL DO MENOR, vamos *REVIGORAR* o nosso *COMPROMISSO*, a nossa *ENTREGA*, para que um dia de fato, tudo o que sonhamos e colocamos na Lei que protege essas crianças e adolescentes seja realidade.

Não vamos parar um minuto enquanto houver crianças e adolescentes sofrendo, pois acreditamos assim como a senhora nos ensinou: irá chegar um dia em que as crianças  e adolescentes serão prioridade absoluta, seus direitos fundamentais serão garantidos,  e nós teremos  a realização daquele artigo que a senhora sempre falava com tanto amor, dedicação e ardor, o artigo 227 da Constituição, nós teremos um Brasil em que o Poder Público, a Família e a Comunidade irmanados, irão assegurar os Direitos Fundamentais de todas  as crianças e adolescentes, farão isso em caráter de prioridade.

Este sonho, que ainda estamos construindo, com a sua partida é o legado que foi deixado, primeiro com Dom Luciano,  e agora com a senhora. Nós agentes da Pastoral do Menor, não cessaremos enquanto houver crianças e adolescentes sofrendo, vamos priorizar e intensificar as ações, celebrando o dia em que crianças e adolescentes de nossa nação de fato serão  prioridade  absoluta.

Irmã Maria do Rosário, muito obrigada! Nossa Mestra, Educadora e Orientadora.

Hoje estás perto de Deus, junto a Ele interceda por todos nós! Amém!

Com Gratidão e Saudades”,

Marilda dos Santos Lima

Coordenação Nacional da Pastoral do Menor

Publicações

Informativo Edição Especial IX Assembleia Nacional Pamen

Espiritualidade, compromisso e motivação deram vida à IX Assembleia Nacional da Pastoral do Menor, realizada de  14 a 18 de Novembro de 2017. Durante cinco dias, o que era para ser trabalho – reunir, refletir, analisar, elaborar, votar – fluiu como serviço de doação amorosa e entrelaçamento fraterno.

Compartilhamos o Informativo Edição Especial sobre a IX Assembléia Nacional, com informações sobre os temas de discussão, as místicas, o resultado das votações e muito mais. Acesse o link abaixo:

https://pamennacional.org/biblioteca-virtual/

Não a redução

A Pastoral do Menor e CNBB repudiam a redução da maioridade penal.

A redução da maioridade penal voltou à discussão no Senado, sendo sua votação adiada para os próximos dias de setembro. Neste momento, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil manifestou-se contrária a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93 e conclama a população a dizer NÃO à redução.
A medida foi aprovada em comissão especial na Câmara dos Deputados e deve seguir para votação em plenário nos próximos dias.
A Pastoral do Menor Nacional que sempre levantou esta bandeira de luta em favor da criança e do adolescente, vem reforçar o apelo da CNBB, que esta semana pronunciou-se novamente através de nota, contrária a PEC 171-93. A Pamen conclama seus agentes a mobilizar a população brasileira, unindo-se aos movimentos sociais que defendem os direitos humanos.
Abaixo a íntegra da nota da CNBB. Compartilhe, divulgue. Redução não é a solução.
Mensagem da CNBB sobre a Redução da Maioridade Penal
Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados.” (Mt 5,6).
Temos acompanhado, nos últimos dias, os intensos debates sobre a redução da maioridade penal, provocados pela votação desta matéria no Congresso Nacional. Trata-se de um tema de extrema importância porque diz respeito, de um lado, à segurança da população e, de outro, à promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente. É natural que a complexidade do tema deixe dividida a população que aspira por segurança. Afinal, ninguém pode compactuar com a violência, venha de onde vier.
É preciso, no entanto, desfazer alguns equívocos que têm embasado a argumentação dos que defendem a redução da maioridade penal como, por exemplo, a afirmação de que há impunidade quando o adolescente comete um delito e que, com a redução da idade penal, se diminuirá a violência. No Brasil, a responsabilização penal do adolescente começa aos 12 anos. Dados do Mapa da Violência de 2014 mostram que os adolescentes são mais vítimas que responsáveis pela violência que apavora a população. Se há impunidade, a culpa não é da lei, mas dos responsáveis por sua aplicação.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), saudado há 25 anos como uma das melhores leis do mundo em relação à criança e ao adolescente, é exigente com o adolescente em conflito com a lei e não compactua com a impunidade. As medidas socioeducativas nele previstas foram adotadas a partir do princípio de que todo adolescente infrator é recuperável, por mais grave que seja o delito que tenha cometido. Esse princípio está de pleno acordo com a fé cristã, que nos ensina a fazer a diferença entre o pecador e o pecado, amando o primeiro e condenando o segundo.
Se aprovada a redução da maioridade penal, abrem-se as portas para o desrespeito a outros direitos da criança e do adolescente, colocando em xeque a Doutrina da Proteção Integral assegurada pelo ECA. Poderá haver um “efeito dominó” fazendo com que algumas violações aos direitos da criança e do adolescente deixem de ser crimes como a venda de bebida alcoólica, abusos sexuais, dentre outras.
A comoção não é boa conselheira e, nesse caso, pode levar a decisões equivocadas com danos irreparáveis para muitas crianças e adolescentes, incidindo diretamente nas famílias e na sociedade. O caminho para pôr fim à condenável violência praticada por adolescentes passa, antes de tudo, por ações preventivas como educação de qualidade, em tempo integral; combate sistemático ao tráfico de drogas; proteção à família; criação, por parte dos poderes públicos e de nossas comunidades eclesiais, de espaços de convivência, visando a ocupação e a inclusão social de adolescentes e jovens por meio de lazer sadio e atividades educativas; reafirmação de valores como o amor, o perdão, a reconciliação, a responsabilidade e a paz.
Consciente da importância de se dedicar mais tempo à reflexão sobre esse tema, também sob a luz do Evangelho, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunido em Brasília, nos dias 16 a 18 de junho, em consonância com a 53ª Assembleia Geral da CNBB, dirige esta mensagem a toda a sociedade brasileira, especialmente, às comunidades eclesiais, a fim de exortá-las a fazer uma opção clara em favor da criança e do adolescente. Digamos não à redução da maioridade penal e reivindiquemos das autoridades competentes o cumprimento do que estabelece o ECA para o adolescente em conflito com a lei.
Que Nossa Senhora, a jovem de Nazaré, proteja as crianças e adolescentes do Brasil!
Brasília, 18 de junho de 2015.

Dom Sergio da Rocha – Arcebispo de Brasília/DF – Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger – Arcebispo de Salvador Bahia/BA – Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner – Bispo Auxiliar de Brasília/DF – Secretário Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Escola de Cidadania, Protagonismo

Gestores das escolas de Franca recebem formação sobre Protagonismo

Secretários de Educação e Diretores de 122 escolas públicas de Franca-SP participaram ontem, dia 09, da Formação realizada pela Pastoral do Menor e Pastoral da Educação dentro do Projeto de Implementação das Escolas de Cidadania com adolescentes e jovens das escolas públicas da cidade.

O encontro teve uma programação dinâmica com palestras e trabalhos em grupo. Contou com a presença das equipes das duas pastorais e do Bispo de Franca D. Paulo Roberto. A Dirigente de Ensino, Maria Luiza Machado, palestrou sobre o tema “Protagonismo no ambiente escolar”. Já Joster Lopes, psicólogo da equipe Pamen, falou sobre o “O poder da Liderança que Liberta e Transforma”.

O jovem Luis Felipe Maia entusiasmou a plateia com sua história de vida. Através do Esporte e do basquete ele está sendo um grande protagonista. Aos 22 anos, coordena o Conselho de Atletas da Universidade de Minot (EUA), onde faz pós-graduação. Felipe ocupa um cargo no grupo de negócios da universidade, sendo ainda capitão do time em que joga. Para Felipe, o Brasil precisa de jovens protagonistas e a escola vem a ser um ator fundamental para estimular nos jovens o protagonismo com carisma, ética e altruísmo.

Os diretores realizam trabalhos em sub-grupos onde responderam às seguintes perguntas: Por que vale a pena investir no Protagonismo Juvenil na escol? Que ações protagonistas preciso desenvolver na escola? e, o que espero do protagonismo juvenil na minha escola?

Na Escola de Cidadania o estimulo é para que os jovens possam expressar ideias, opiniões, terem a percepção do senso comum e como podem exercer a cidadania no dia-a-dia. A Escola promove encontros, oficinas, cursos, debates com temas escolhidos pelos próprios jovens.