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Parabéns PAMEN Paraíba: 41 anos de serviço aos pequenos

 

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O Sub Regional NE 2 Paraíba, comemora hoje 41 anos de existência, uma data que não pode passar em branco!

Para celebrar os 41 anos da Pamen Nacional e Pamen Paraíba, a arquidiocese PB reúne todas as Pamens num grande encontro na Fundação D. Helder Câmara, onde haverá o resgate da história da Pastoral do Menor, honrando seu fundador D. Luciano Mendes de Almeida, bem como haverá a apresentação dos diversos Projetos que a Pamen desenvolve no Estado.

Segundo o coordenador da Pamen na Arquidiocese de João Pessoa, Pe. Xavier Paolillo, a Pastoral tem uma riqueza de ações que ajudam centenas de crianças e adolescentes: “Temos uma riqueza de projetos e apesar de todas as dificuldades econômicas e estruturais, a Pastoral do Menor continua firme, forte, e resiste às dificuldades porque sente essa responsabilidade de cuidar criança e do adolescente. Importante sempre lembrar que não somos apenas uma Organização Não Governamental, somos um serviço pastoral dentro da Igreja para lembrar a prioridade que os pequeninos têm no coração de Deus, que devem se tornar a nossa prioridade onde for preciso”,  enfatiza Pe. Xavier.

No link abaixo, ouça o depoimento de Pe. Xavier sobre os 41 anos de PAMEN

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Surge uma nova Pastoral no Mato Grosso do Sul

A Pastoral do Menor está expandindo seus horizontes: o Regional Centro Oeste 1 está em processo de implantação da Pamen na Diocese de Três Lagoas-MS. Nos dias 18 e 19 de agosto, ocorreu a primeira formação de agentes da Pastoral do Menor da Diocese de Três Lagoas, na sede da diocese, com a presença de 18 participantes, na sua maioria jovens, membros de movimentos das paróquias locais.

A equipe de formação envolveu a coordenadora do Regional Oeste 1, Arlene Domingues, a coordenadora da Pamen na arquidiocese de Campo Grande, Jeniffer Fonseca, a conselheira tutelar e membro da Pamen na Arquidiocese, Marta Vanuza, bem como dos seminaristas Ronaldo de Oliveira e Willian Roberto da Arquidiocese de Campo Grande e André Tales, da Diocese de Três Lagoas, todos agentes atuantes da Pastoral do Menor em Campo Grande.

Os trabalhos foram iniciados na manhã de sábado (18) com a visita da equipe da Pastoral do Menor à Unei Tia Aurora. Lá os agentes observaram a realidade local da unidade de internação, identificando as necessidades locais.

A formação contou com momentos de espiritualidade e de exposição do conteúdo Todo o trabalho culminou com um momento de espiritualidade realizado por Dom Luiz Knupp, bispo diocesano de Três Lagoas, que salientou que nenhuma criança nasce má, a sociedade a torna má e, citando São Francisco de Assis, se dirigindo especificamente ao trabalho dos agentes da Pastoral, enfatizou que muitas vezes eles não terão nem a Bíblia para evangelizar, mas que a Palavra de Deus deve estar plantada em seus corações para que as suas vidas sejam o Evangelho capaz de converter a vida do outro.

O fim da formação se deu no domingo (19) com a Santa Missa celebrada por Dom Luiz. A partir de agora está sendo feita a articulação para a implantação da Pastoral do Menor em Três Lagoas. Quem está a frente da articulação é o seminarista Mauro Henrique, da mesma diocese.

 

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Pernambuco relembra história do ECA e homenageia Lourdes Viana da Pastoral do Menor

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Hoje e amanhã, dia 10, acontece na cidade de Moreno, Pernambuco, o I Encontro de Idealizadores do Estatuto da Criança e do Adolescente- “E tudo começou aqui”. O evento é uma realização da Coordenadoria da Infência e Juventude  do Tribunal de Justiça de Pernambuco (CIJ/TJEPE) , o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-PE) e o Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente (DCA-PE) em parceria a diversos órgãos da região.

A proposta do evento é refletir sobre os 30 anos de história da organização e da participação política de Pernambuco na construção do Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei 8.069, de 13 de julho de 1990. Segundo o coordenador da CIJ/TJPE e presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), desembargador Luiz Carlos de Barros Figueiredo, a ideia é reunir aquelas pessoas que participaram dos debates de 1988 sobre o ECA no Estado.

Nesta sexta, dia 10, durante o encontro, os idealizadores do ECA serão homenageados com a entrega do Troféu “Romero Andrade, Procurador de Justiça”. Lourdes Viana, atual presidente do Conselho Estadual de Assistência Social e vice-coordenadora nacional da Pastoral do Menor está entre os homenageados.

Lourdes também fará parte do painel Caminhando pelo ECA em desenvolvimento, a linha do tempo e a história contada pelos primeiros militantes, juntamente com Nivaldo Pereira, do Fórum Estadual DCA, Helena Jansen do Movimento Nacional Meninos e Meninas de Rua e Valeria Nepomuceno,  Grupo de Estudos, Pesquisas e Extensões no campo da Política da Criança e do Adolescente (Gecria)

 

 

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Pastoral do Menor Nacional participa do Fórum Nacional das Pastorais Sociais

O desafio das Pastorais Sociais no momento sociopolítico nacional foi tema do Fórum Nacional das Pastorais Sociais, organismo e setor de Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O encontro ocorrido no Centro Cultural de Brasília (CCB) iniciou em 31 de julho e foi até 03 de agosto, onde reuniu as Pastorais Sociais, bispos referenciais e demais religiosos como Dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB (CEPAST)e Frei Olávio José Dotto – Assessor das pastorais sociais da Comissão Episcopal para Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB. A PAMEN esteve representada pelo seu bispo referencial e integrante da CEPAST, Dom Luiz Fechio.

O Fórum teve uma pauta extensa: refletir sobre o momento sociopolítico e eclesial; partilhar e avaliar a caminhada das articulações regionais e coordenações das pastorais sociais e rever, à luz do documento Considerações Éticas sobre Economia e Finanças, os desafios pastorais atuais.

Cada Pastoral Social teve a oportunidade de explanar sobre a sua caminhada, elencando os desafios com enfoque para as articulações nos 18 regionais da CNBB. A Pastoral do Menor, representada  pela coordenadora nacional, Marilda Lima, apresentou as ações e os desafios da PAMEN. Marilda Lima ressaltou o fortalecimento dos agentes de pastoral para o enfrentamento da violação de direitos:  “Aprendemos com D. Luciano Almeida, que devemos olhar o pequeno que precisa do adulto para que possa dar conta de sua vida até que esteja em condições de ser adulto. É preciso um fortalecimento das ações dos agentes pastorais tanto no cuidado como para não deixar a violação de direitos tomar força no território brasileiro”.

O encontro discutiu ainda: os temas da Jornada Mundial dos Pobres, a Auditoria da Dívida Pública, o Grito dos Excluídos e a 6ª Semana Social Brasileira, o Sínodo para a Amazônia, o Plano Trienal das Pastorais Sociais com foco nos Seminários de Formação sobre Incidência Política e como potencializar a CF 2019 cujo tema será: “Políticas Públicas”.

Os representantes das Pastorais Sociais participaram também de uma oficina sobre a sustentabilidade das Pastorais Sociais e o planejamento do Calendário 2019 das Pastorais Sociais e da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB

Veja abaixo a reportagem da TV Vida onde a coordenadora nacional da PAMEN concedeu entrevista

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REGIONAL NOROESTE CONCLUI FORMAÇÃO DE AGENTES PAMEN

A Pastoral do Menor Regional Noroeste, diocese Guajará Mirim, Paróquia São Miguel Arcanjo, em Rondônia realizou de 28 a 30 de junho processo formativo para novos agentes.

Foram três dias intensos de conhecimentos e aprendizagens sob a mística da PAMEN. 
No dia 28, na Câmara Municipal de São Miguel do Guaporé/RO, a ênfase foi a história da AJASMIG e Pastoral do Menor onde houve depoimentos de profissionais que, quando jovens, passaram pela Pastoral.

Dia 29, o tema foi sobre Situação Irregular e Proteção Integral, palestra ministrada pelo advogado José Aparecido, convidado de Ouro Preto/RO Diocese de Ji-Paraná, Instituto Padre Ezequiel Ramim.
Hoje o foco foi a história da Pamen, Espiritualidade e Mística, com o palestrante Diácono José Bastos.

O coordenador do Regional Noroeste, Arlindo Sabino, declarou sua satisfação com o resultado do evento, especialmente por estar contribuindo com a geração que será o futuro da Pastoral do Menor.

 

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PAMEN e Pastoral Carcerária dão passos para implantar Justiça Restaurativa em Cascavel

A Pastoral do Menor da Arquidiocese de Cascavel-PR, Regional Sul 2, e a Pastoral Carcerária acreditam que processos de mediação ainda são mais eficientes no combate à violência e na promoção de uma cultura de paz. As Pastorais estão juntas na articulação para a criação da Justiça Restaurativa em Cascavel no Paraná.

No último dia 08 de junho, as pastorais realizaram junto a parceiros locais uma Audiência Pública com os atores do Sistema de Justiça e Segurança e diversos atores sociais na Câmara de Vereadores de Cascavel. O objetivo foi traçar diretrizes e ações para implementar a Justiça Restaurativa como política pública no município, em ação conjunta com o Cejusc  (Centro de Conciliação do Poder Judiciário), as secretarias de Educação e Assistência Social do município e ainda, o Núcleo Regional de Ensino. O poder legislativo deverá editar uma lei regulamentando a ação.

As pastorais tem realizado processos formativos acerca da Justiça Restaurativa ofertados para as Dioceses onde estão sediados os  núcleos de base de ambas as pastorais. Até agora, o projeto já capacitou mais de 300 agentes de paz no âmbito do Regional Sul II e do Regional Centro Oeste da CNBB.

A Justiça Restaurativa é uma tecnologia social iniciada no Canadá que estabelece  um processo colaborativo voltado para resolução de um conflito entre as partes envolvidas. No Brasil vem se desenvolvendo em vários Estados, sendo aplicada com diferentes metodologias.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça – CNJ, em São Paulo, a Justiça Restaurativa tem sido utilizada em dezenas de escolas públicas e privadas, auxiliando na prevenção e na diminuição do agravamento de conflitos. No Sul, juízes aplicam o método para auxiliar nas medidas socioeducativas cumpridas por adolescentes em conflito com a lei, conseguindo trabalhar jovens que estavam cada vez mais entregues ao caminho do crime. No Distrito Federal, o Programa Justiça Restaurativa é utilizado em crimes de pequeno e médio potencial ofensivo, além dos casos de violência doméstica. Na Bahia e no Maranhão, o método tem solucionado os crimes de pequeno potencial ofensivo, sem a necessidade de prosseguir com processos judiciais.

No Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e, agora no Paraná, a Pamen apoia e tem participado de eventos para a disseminação da Justiça Restaurativa.

 

 

 

 

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PAMEN participa de Encontro internacional do BICE que discute resiliência

Crianças em todos os continentes estão em perigo e as crescentes manifestações de violações de direitos tem sido uma preocupação constante de organizações humanitárias no mundo, como a BICE (Escritório Católico Internacional para Crianças). O BICE realizou até hoje, 19, encontro  em Paris-França com organizações membros e as reflexões mais importantes giram em torno do quê fazer para enfrentar cenários de retrocessos como os que ocorrem na América, inclusive no Brasil e a falta de empatia para com a infância e adolescência em outros países que não respeitam e aplicam as legislações e convenções internacionais.

A Pastoral do Menor Nacional é membro do BICE  e sob a representação de Lourdes Viana, participou do encontro que iniciou nesta segunda dia 18.

Segundo Lourdes, o objetivo do encontro foi discutir estratégias e metodologias que venham a enfrentar problemas como a violência sexual, os maus-tratos, o trabalho infantil e a grande vulnerabilidade das crianças migrantes.

“Ontem tivemos um seminário sobre resiliência, discutindo a partir de uma experiência prática como ajudar com esta metodologia a fazer o resgate dos aspectos sociológicos e psicológicos de crianças e adolescentes que vivenciaram ou vivenciam situações de violações de direitos”.

Lourdes acrescentou que o BICE tem investido na criação das Mesas BICE, que são redes de organizações que se unem para compartilhar saberes, experiências em uma forma de ação conjunta e articulada de incidência política: “Na América Latina temos a Mesa BICE no Brasil, no Chile e agora está sendo implementada na Guatemala”.

Sobre o BICE

Criado em 1948, o Escritório Católico Internacional para Crianças (BICE)  é uma ONG para a proteção de crianças, que constitui-se numa rede internacional composta por 80 organizações de todo o mundo comprometidas com a defesa da dignidade e dos direitos da criança. A PAMEN Nacional é uma entidade membro, representante no Brasil.

Todas as  ações e missões do BICE são apoiadas pela Convenção sobre os Direitos da Criança (CRC). O BICE atua a partir de cinco linas de ação: Programas e projetos;  Incidência política, onde é possivel defender com maior eficácia os direitos das crianças perante instituições nacionais e internacionais, especialmente perante as Nações Unidas,  graças ao seu status consultivo, participa ativamente, por exemplo, do Conselho de Direitos Humanos e do Comitê dos Direitos da Criança. A cada dois anos, o BICE organiza um congresso internacional sobre uma questão central sobre os direitos da criança. Outra linha é a  Pesquisa e treinament e ainda proteção da criança em instituições para incentivar às associações e organizações integrantes de sua rede a adoção de uma Política Interna de Proteção da Criança e acompanha-as para sua implementação.

 

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Santarém-PA tem programação especial para celebrar 30 de Pastoral do Menor

O Trabalho realizado pela Pastoral do Menor, na diocese de Santarém, município a oeste do Estado do Pará, completa três décadas e será celebrado neste mês de junho com uma grande programação.

 

A Pamen Santarém iniciou atividades em 1982, quando o então bispo da Diocese de Santarém, Dom Tiago Ryan, da Ordem dos Frades Menores (OFM), pediu à Coordenação Diocesana de Pastoral para fazer um contato com as crianças e adolescentes que trabalhavam nas ruas da cidade para ver de perto a situação em que viviam. Foi a partir desta iniciativa que Irmão Ronaldo David Hein, da Congregação de Santa Cruz, junto com alguns membros da Associação dos Educadores Católicos (AEC), iniciou um trabalho junto a 12 crianças e adolescentes engraxates.no início da década de 80.

 

Atualmente a Pastoral do Menor atende 1.900 pessoas entre crianças e adolescentes. Além da sede, a entidade possui 14 núcleos em diversos locais da Diocese de Santarém, onde são desenvolvidas atividades de esporte e lazer, curso de marcenaria, serigrafia, crochê e bordado, dança, violão e teclado, informática, biscuit, teatro, reforço escolar, corte e costura, e culinária (nos cursos corte e costura, e culinária além de algumas adolescentes, também participam mães de menores atendidos pela Pastoral).

 

Irmão Ronaldo Hein ficou à frente da Pastoral até o dia 2 de janeiro de 2018, partindo para uma nova missão como coordenador da Casa de Formação em Belo Horizonte, MG. Veio agora no último dia 05, especialmente para participar das celebrações de aniversário da Pamen.

 

 

Segundo o coordenador da entidade, padre Eugênio Venzon, da Congregação do Sagrado Coração de Jesus (SCJ), esse “é um momento especial e único, pois nestes 30 anos muitas crianças, adolescentes e famílias foram restauradas devolvendo a todos a dignidade de filhas e filhos de Deus”.

 

 

O bispo da Diocese de Santarém, Dom Flávio Giovenale, ressalta a importância da Pastoral do Menor para a missão social da Igreja em Santarém. Segundo ele, a Pastoral do Menor cuida de um dos grupos mais frágeis da sociedade, crianças e adolescentes que podem se tornar vulneráveis por situações educacionais, familiares, sociais, econômicas. “Por isso é o amor que, como Igreja e como sociedade, demonstramos para quem é menos favorecido. São 30 anos de um trabalho bonito, sério e competente ajudando crianças e adolescentes a terem nova chance na vida. Para nós, é uma alegria celebrar essa história e um compromisso em continuar para que todas as crianças e adolescentes possam ter vida e vida plena”, destacou Dom Flávio.

 

 Texto adaptado de Aritana Aguiar- Diocese de Santarém

www.diocesedesantarem.org.br

 

Leia mais :

Uma matéria especial produzida por uma “cria” da Pamen Santarém, Antônio Junio Pereira, que entrou como adolescente em 1998, e hoje é o coordenador do Regional Norte 2.

30 anos Pamen Santarém

 

 

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PAMEN se solidariza às famílias dos adolescentes mortos em Goiânia

A Pastoral do Menor Nacional divulga nota de solidariedade às famílias dos nove adolescentes mortos no incêndio ocorrido no Centro de Internação Provisória, em Goiânia (GO), no último dia 25.

Ontem, dia 28, o coordenador da Pastoral do Menor de Brasília-DF,  Djalma Nascimento, participou de reunião articulada pelo Conselho Estadual da Criança e do Adolescente e Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de Goiás para discutir estratégias conjuntas de enfrentamento diante da situação do sistema socioeducativo no Estado, após o incêndio no Centro de Internação Provisório (CIP).

Como resultado do encontro foi definida a criação de um Grupo Multidisciplinar, com o objetivo de atuar junto às instancias do Executivo, Legislativo e Judiciário para que haja  a adequação do sistema socioeducativo em todo o Estado.

Além da Pastoral do Menor, estiveram presentes no encontro representantes do Poder Judiciário, Secretaria Cidadã (Gecria), Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Defensoria Pública, Comissão dos Diretos da Criança e do Adolescente da OAB-GO, Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Movimento Negro, Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar, Comissão de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal, Conselho Regional de Psicologia e Secretaria Municipal de Educação.

Um momento marcante foi o depoimento da mãe de uma das vítimas, que se disse ainda chocada e querendo entender o porquê desta tragédia. Ela pediu apoio ao grupo para que fato como este que resultou na morte de seu filho não ocorra mais.

A Pastoral do Menor, juntamente às demais organizações parceiras, irá acompanhar os desdobramentos que exigem respostas efetivas do Governo do Estado de Goiás e também luta para que o Presidente da República vete os artigos da Lei do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) que pretende transferir o Sistema Nacional Socioeducativo (SINASE) da pasta dos Direitos Humanos e Cidadania para a responsabilidade da Segurança Pública.

Para a coordenadora Nacional da Pamen, Marilda Lima, a situação da maioria dos centros de internação de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Brasil é extremamente precária e há anos vem sendo denunciada pelos órgãos de direitos humanos. As mortes em Goiânia, infelizmente entram para a estatística como mais  um caso de tragédia anunciada.

Situação Sistema Socioeducativo em GO

Desde  2012, o Ministério Público Estadual através do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) nº 1/2012  assinado pelo  governo de Goiás determinou que fossem construídas novas unidades do sistema socioeducativo e houvesse o fechamento do CIP (onde ocorreu o incêndio), já que ele funciona em um batalhão da Polícia Militar (PM), local considerado inadequado para alojar crianças e adolescentes infratores.

Ao longo destes seis anos, além do relatório do MP de Goiás  houve vistorias do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente,  entre outras denúncias de movimentos da infância e adolescência que já alertavam para as irregularidades nas unidades, desde a superlotação até insalubridade devido as estruturas hidráulicas, elétricas, sanitárias comprometidas ou ausentes. Segundo o relatório do MP de dezembro de 2017,  por causa da superlotação não era possível separar adolescentes por idade, natureza da infração ou compleição física.  Fato que favorece a ocorrências de brigas, rebeliões, alto estresse entre os adolescentes.

A superlotação no Centro onde ocorreu o incêndio (CIP) foi  negada em nota oficial pelo Governo do Estado, ainda que órgãos de fiscalização afirmem que a capacidade do CIP era de 52 e no dia da tragédia estavam 84 adolescentes no local, sendo que a cela onde morreram os adolescentes tinha capacidade para quatro e naquele dia estavam dez, resultando em nove mortes e um adolescente gravemente ferido.

Leia a Nota:

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Mariza Alberton, militante da Pastoral do Menor recebe o Prêmio Neide Castanha

marizaA Família Pastoral do Menor no Brasil-CNBB sente-se muito honrada e agradecida à querida Mariza Alberton por toda a sua dedicação à causa da criança e do adolescente e, em especial, pela sua trajetória na Pamen. Hoje, 14 de Maio, às 17:30h, no Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados em Brasília-DF, Mariza Albeton será homenageada recebendo o Prêmio Neide Castanha na categoria “Cidadania”.

Mariza Alberton é professora e especialista na Área da Violência contra Crianças e Adolescentes. Tem mais de 20 anos de compromisso junto a Pamen. É atual vice-coordenadora da Pastoral do Menor, Regional Sul 3. Representa a Pamen no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDICA), onde já ocupou o cargo de Presidente na gestão 2002/2003.

Mariza coordenou o Movimento Estadual Contra Violência e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Rio Grande do Sul.  Tem participado, assiduamente, das Jornadas Estaduais contra a Violência e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes bem como ministrando formação de conselheiros e demais atores da Rede de Proteção e Atendimento à Criança e ao Adolescente.

Foi conselheira Tutelar em Porto Alegre nas duas primeiras gestões (de 1992 a 1998). Assessorou os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional que tratou de Situações de Violência e Redes de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Brasil (2003-2004). É Co-autora em várias publicações e autora do livro “Violação da Infância – Crimes Abomináveis: humilham, machucam, torturam e matam!”. Em 2005,  a carioca Mariza Alberton recebeu o título de Cidadã Honorífica de Porto Alegre, em reconhecimento aos relevantes trabalhos na área da infância.

Mariza Alberton, além destas, tem outras várias experiências de incidência política seja de âmbito regional como também nacional.

 Sobre o Prêmio Neide Castanha

O Prêmio que já está em sua 8ª edição é uma homenagem a Neide Castanha, reconhecida defensora dos direitos humanos que dedicou parte de sua vida a lutar contra a violência a que são submetidas crianças e adolescentes no Brasil. A atuação dessa mulher notável fez dela uma singular referência, no Brasil e no mundo, no que diz respeito ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. Participou ativamente do processo de construção do Estatuto da Criança e do Adolescente e da criação do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Sua atuação foi fundamental no processo de discussão e investigação como membro técnico da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investigou redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. Foi fundadora e coordenadora do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria) e Secretária Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

Conheça os agraciados da 8ª Edição do Prêmio Neide Castanha

– Boas Práticas: Programa de Pesquisa, Assistência e Vigilância a Violência Rede de Programas de Atenção Integral à violência (PAV ALECRIM);
– Cidadania: Mariza Alberton;
– Comunicação Digital: Coletivo Filhas de Frida;
– Produção de Conhecimento: Livro Infantil “Não me toca, seu boboca!”;
– Protagonismo de Crianças e Adolescentes: Grou Turismo;
– Responsabilidade Social: Fibria Celulose S.A.

Homenagens especiais

Além dos agraciados nas categorias a Comissão Julgadora reconhecerá publicamente em 2018 a Senadora Lídice da Mata e o dramaturgo Walcyr Carrasco.